sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Ética, dúvida, guarda, texto

Vivo uma crise existencial. Calma, o texto a seguir não é um desabafo complexo, nem peço conselhos para resolvê-los. É mais simples do que isso (ainda bem). Eu me considero uma pessoa civilizada. Não ando pelo acostamento, não furo fila, não imprimo folhas com assuntos particulares no meu trabalho. Por outro lado, baixo músicas ilegalmente no computador, não tenho o menor peso na consciência de comprar produtos piratas na Uruguaiana e, confesso, daria dinheiro para um guarda para não ter que pagar multa.
A questão que me atormenta é a seguinte: será que sou uma pessoa politicamente correta; ética? E quem vai definir isso para mim? Eu me considero uma pessoa correta, íntegra. Mas será que a minha avaliação é o que vale? Certamente, uma pessoa que dá dinheiro para o guarda não pode ser considerada ética. A questão é essa: a ética é relativa? Eu acho que sim. Mas admito que esse é um conceito perigoso, já que, por exemplo, o Dirceu pode achar ético comprar o Legislativo por um “bem maior”.
Eu sei que tudo que eu estou falando tem a ver com Lei. Dar dinheiro pro guarda, comprar o Legislativo é contra lei. Isso sabemos. Mas estou falando pelo aspecto ético, que ao contrário da Lei, é subjetivo; abstrato.
Enfim, esse é um texto tão confuso quanto a questão levantada. Espero que tenha ficado claro, pelo menos, a dúvida.

Júlio

4 comentários:

dan disse...

Ética e moral são conceitos coletivos. Se você segue esses códigos, você é moral e ético. Se não segue, é imoral e antiético. É simples. Não vejo sentido em "ética individual", à medida em que ética pressupões acordo entre partes. Assim falou Daniel.

jt disse...

Moral e ética não são sinônimos. Moral parte da sociedade para o indivíduo, já a ética faz o caminho oposto.

Dan disse...

Ética e moral não são como "maçã" ou "Sandro", coisas bem definidas. Para Kant, elas são a mesma coisa. Para Spinoza, não, e por aí vai. Eu prefiro a definição que as trata como conceitos coletivos.

jt disse...

Bem, então não dá para a gente discutir. Voltemos ao futebol...