segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Sociedade do Medo

É impressionante como nós vivemos na sociedade do medo. Já estamos tão acostumados com ela, que, muitas vezes, no entanto, nem nos damos conta disso. Um exemplo concreto desse sentimento é a “profissão” do flanelinha. Não o uniformizado da CET-Rio, mas os flanelinhas, tipo aqueles da Lapa, que oferecem a vaga, como se fossem deles.
Você não paga o flanelinha porque você acha que realmente o cara vai cuidar do seu carro. Ou seja, você não paga por um serviço prestado por aquela pessoa. Se fosse assim, você pagaria na volta, ao se certificar de que o carro está inteiro. Mas, é claro, que ele não vai estar lá.
Você paga exclusivamente porque, caso se recuse a pagar, há grandes chances de que, quando voltar, seu carro esteja arranhado, com o pneu furado... Resumindo, você “morre” em R$ 5,00 porque você tem medo. É o mesmo sentimento ao dar um dinheiro, um relógio, um cordão, pro cara não te furar com uma faca ou te dar um tiro. O nome disso é assalto.

Júlio

Um comentário:

dan disse...

Deixa 15 aí na minha mão tio