quinta-feira, 27 de março de 2008

Virtudes da linguagem

Não. Simplesmente, não quero, e nem tenho a prepotência de ser um novo Rubem Fonseca, um Nelson Rodrigues, ou, até mesmo, o tal de Cuenca que tanto falam os jovens de hoje. Detesto parafrasear alguém... deve ser por isso que quase nunca escrevo aqui.

Palavras já traçadas, leads e subleads pré-compreendidos não me interessam. Eu quero o novo, o inatingível, o nunca antes desfrutado. Fico acá k-47 com meus botões, pronto para um novo pseudo-escritor. Não os detesto, apenas não os entendo. Qual o motivo para tal mediocridade? Para que escrever o que eu já sei? - Eu já te li há 30 anos meu caro, e você continua insistindo, apenas com outro nome...

Vamos renovar, mudar a linguagem escrita. Somos novos e, até certo ponto, com algum potencial. Portanto, fica aqui a minha deixa, quem será o primeiro, o próximo, " o cara" a proclamar uma nova forma de escrita da nossa geração?! A resposta é nossa, o dever é nosso.

2 comentários:

jv disse...

Fico acá k-47 com meus botões

Lucas disse...

parafrasear é legal, drosan... serve como uma homenagem. nossa geração (crtl c + ctrl v)tem muita dificuldade em escrever, já que a internet, como diz joão no bom texto acima, é o nosso maior dos pecados. perdemos a prática da escrita... minha chefe tem uma tese louca porém bacana: ao final de qualquer aula na escola, até as de matemática, o aluno teria que escrever uma breve redação contando o que realizou. numa terra de tantas qualidades literárias acho q deveríamos escrever, no mínimo, com desembaraço.