sexta-feira, 7 de março de 2008

A noite bela


Dizem que sou o escritor das pequenezas urbanas, assim como Daniel e seu gelo. Reitero o título, mas clamo por algo maior, transcedental. Foi aí que, deitado no meu sofá, olhando para o teto, divagando sobre a vida, me dei por conta que hoje é o dia internacional da mulher. Matei duas pombas com um tiro só: arrumei um tema para o post de hoje e aproveito a ocasião para falar de algo maior, que se chama mulher.
Segundo padres, estas criaturas vieram ao mundo através da costela de Adão. Olha, de muito mal gôsto esta história, pois à elas cabe o surgimento da vida. Para mim, o mundo que iniciou do ventre de uma mulher. Aliás, não é a toa que o deus da natureza é feminino e tem um nome lindo: Gaia. Protetora, acolhedora, a maternidade. Sinto me filho em teus berços esplêndidos. Natureza... Existe maior força sublime para uma palavra feminina como esta?
Vejam que não me arrisco em nada a falar das mulheres, até porque quem sou eu? Digo apenas a parte que sei sobre mim (nao é egoismo) pois sou teu fruto intacto. Velado às noites por sua branca tez, aspiro à mais profunda emoção e pensamento. A noite beija o dia e ela brilha, esplandesce: a lua.
Queria ter a lucidez, o medo e a loucura. Como Clarice. Queria um choro de sol e alegria. A ponto de me lançar sem medida. Assim descubro a vantagem de ser conquistado e dou meu peito ao disparo.
Só quero estar perto de vocês, mulheres, como lésbico sem ser ativo. Ficar ao teu lado, tocar, desfrutar, ver e ouvir. Sem precisar entender.

Joao Vicente

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