No meu último texto aqui no Sobrecasaca, fiz algumas previsões sobre a viagem a Parati. Errei todas. Vejam lá: a senhora chata? Não havia. O dedão? Está intacto. Mas a previsão mais furada de todas foi a do pedinte, porque na prática, o pedinte da cidade fui eu.
Abordei praticamente todas as pessoas da cidade, com um exemplar de meu livro em mãos e um lero-lero furado. Cantei, dancei e contei a trágica história da minha vida. Consegui aporrinhar a cidade de um modo que nunca antes ela havia sido aporrinhada.
Se eu fosse prefeito de Parati, declararia guerra ao resto do Brasil, construiria uma muralha e declararia a independência local. O príncipe Orleans e Bragança poderia fazer isso, mas só quer saber de cachaça e poesia. E já que é assim, vamos continuar invadindo a praia deles todo ano.
Já ia me esquecendo da última furada que dei no texto anterior. Eu, inocente, acreditava que, ao menos, fugiria das azucrinações típicas do Rio e citei o oba-oba do Pan. Qual não foi minha surpresa, quando, hoje de manhã, vi uma multidão de paratienses correndo atrás da tal tocha do Pan. Senhoras em transe, crianças chorando, cavalos em pânico...
A humanidade quer, agora, que Parati vire seu patrimônio. Parati caminha muito bem sem a humanidade. É melhor cair fora, rapidinho.
Dan
segunda-feira, 9 de julho de 2007
FLIP: Impressões de viagem
O Sandro e o Príncipe. Poderia ter sido uma história da FLIPINHA, mas não foi. Sem dúvida, o momento mais emblemático da viagem à FLIP, acompanhado pelos comparsas João e Daniel, e pelo qual começo meu relato, foi o encontro do outro comparsa presente, Sandro, com o Príncipe Dom João de Orleans e Bragança, descendente da Família Real. Parente de Dom Pedro II e bisneto da Princesa Isabel, Joãozinho, como é conhecido pelos mais próximos, abriu as portas de sua casa para um recital de poesia à luz de velas, que me remeteu ao filme “A Sociedade dos Poetas Mortos”, em que os alunos vão declamar seus poemas em uma caverna.
Nosso amigo Sandro (lá pelas tantas) ofereceu um brinde ao anfitrião, com quem conversou por um tempo. Não sei descrever com palavras exatamente o que aquela cena representou para mim. Mas, em suma, aquele encontro que tive o privilégio de observar e que durou algo em torno de três minutos era o encontro do Sandro com a Família Real, do Sandro com a Independência do Brasil, do Sandro com a abolição da escravatura, enfim, do Sandro com a História viva de nosso país. E, com certeza, não havia ninguém melhor do que o este nosso amigo querido para tal honra.
Quanto à FLIP em si, honestamente, não achei nada demais. Pelo menos, a única palestra a que assisti, dos jornalistas americano e inglês que cobriram a Guerra do Iraque, descrevendo as cenas de terror a que presenciaram não me agradou. “As moscas rodeavam o corpo do morto” (ou algo assim) foi um dos trechos que um dos palestrantes leu sobre seu livro. O resumo da (entediante) palestra, para mim, foi o momento em que a mediadora perguntou se o Brasil, por causa da Tríplice Fronteira, poderia ser um reduto de terroristas (acredite se quiser). Mas, essa palestra, até pela falta de ingressos, foi a única que tive a oportunidade de ir. A de meu pai e Lobão, que dizem que foi muito legal, não vi porque cheguei só na sexta à noite.
Mas o clima que a FLIP proporciona à cidade é uma coisa fantástica. Pessoas fazendo apresentações de poesia, teatro e música a céu aberto (e que céu!) nas ruas de pedras de Paraty, com suas casas coloniais, é uma coisa indescritível, tem algo, sei lá, com um quê de Medieval. E como é bom poder andar a qualquer hora do dia e da noite pelas ruas de uma cidade e o único medo a sentir é o de machucar o pé nas pedras.
Bem, já que comecei o relato pelo Sandro vou terminar pela cachaça, até para deixar os dois um pouco afastados (rs)... Não é necessário fazer propriamente um relato sobre ela, mas é claro que não podia ser esquecida, afinal também foi companheira importante nossa...
Os outros detalhes da viagem, como o enriquecimento do Daniel com a venda de seus livros de poesia, o encontro do mesmo com diversas personalidades da literatura nacional, a festa de encerramento da FLIP (que, claro, não poderíamos ficar de fora), e a viagem particular do João, deixo para os outros companheiros de blog.
Bem, feito o registro...
Até a próxima FLIP!
Júlio
Nosso amigo Sandro (lá pelas tantas) ofereceu um brinde ao anfitrião, com quem conversou por um tempo. Não sei descrever com palavras exatamente o que aquela cena representou para mim. Mas, em suma, aquele encontro que tive o privilégio de observar e que durou algo em torno de três minutos era o encontro do Sandro com a Família Real, do Sandro com a Independência do Brasil, do Sandro com a abolição da escravatura, enfim, do Sandro com a História viva de nosso país. E, com certeza, não havia ninguém melhor do que o este nosso amigo querido para tal honra.
Quanto à FLIP em si, honestamente, não achei nada demais. Pelo menos, a única palestra a que assisti, dos jornalistas americano e inglês que cobriram a Guerra do Iraque, descrevendo as cenas de terror a que presenciaram não me agradou. “As moscas rodeavam o corpo do morto” (ou algo assim) foi um dos trechos que um dos palestrantes leu sobre seu livro. O resumo da (entediante) palestra, para mim, foi o momento em que a mediadora perguntou se o Brasil, por causa da Tríplice Fronteira, poderia ser um reduto de terroristas (acredite se quiser). Mas, essa palestra, até pela falta de ingressos, foi a única que tive a oportunidade de ir. A de meu pai e Lobão, que dizem que foi muito legal, não vi porque cheguei só na sexta à noite.
Mas o clima que a FLIP proporciona à cidade é uma coisa fantástica. Pessoas fazendo apresentações de poesia, teatro e música a céu aberto (e que céu!) nas ruas de pedras de Paraty, com suas casas coloniais, é uma coisa indescritível, tem algo, sei lá, com um quê de Medieval. E como é bom poder andar a qualquer hora do dia e da noite pelas ruas de uma cidade e o único medo a sentir é o de machucar o pé nas pedras.
Bem, já que comecei o relato pelo Sandro vou terminar pela cachaça, até para deixar os dois um pouco afastados (rs)... Não é necessário fazer propriamente um relato sobre ela, mas é claro que não podia ser esquecida, afinal também foi companheira importante nossa...
Os outros detalhes da viagem, como o enriquecimento do Daniel com a venda de seus livros de poesia, o encontro do mesmo com diversas personalidades da literatura nacional, a festa de encerramento da FLIP (que, claro, não poderíamos ficar de fora), e a viagem particular do João, deixo para os outros companheiros de blog.
Bem, feito o registro...
Até a próxima FLIP!
Júlio
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Vitrola
Faz tempo que cultivo o hábito de escutar discos de vinil em casa. Todos de mpb, é claro. Minha vitrola é uma senhorinha rouca prestes a bater as botas. O tempo tem sido cruel com ela, mas mesmo assim, dribla os ácaros e poeiras e com seu braço frágil sustenta pesada agulha que rasga a superfície daqueles pratos negros. Os discos choram de dor, e, é o lamento deles que alimenta nossos ouvidos.
Peguei um disco do Cazuza. Escolhi o álbum “Só se for a 2”, de 1987. O motivo da escolha foi que, no momento, encontrava-me longe da minha namorada e decidi escutar uns rocks românticos, do tipo que só o Cazuza faz bem. As 11 faixas foram correndo, uma a uma, e, como fazia tempo que não ouvia esse disco, tinha me esquecido de seu real conteúdo.
O disco até que começa romântico, mas pouco a pouco, o lado cafajeste deste incrível compositor começa vir à tona. As músicas “Solidão, que nada” e “Completamente blue” evidenciam a falta de compromisso de Cazu com o tipo de relacionamento que estou acostumado a levar: casal que jura fidelidade, dá satisfações, almoça com a família do outro, essas coisas não tão foras do comum. Que ingênuo eu, devia ter percebido logo que, disco sobre amor do Cazuza é no mínimo controverso.
As palavras de amor eram seguidas daqueles berros doidos e daqueles “yeah”, marcas singulares dele. Então naquele momento percebi que o propósito do álbum, para mim, tinha mudado. Já não era para pensar na minha amada. Eu estava devorando o encarte com as letras e esperando as próximas faixas, desvendando a inteligência e a personalidade ímpar daquele cara. Pra mim ele é um intelectual sem querer ser. Ele cuspia seus sentimentos em forma de poesia e o resultado era, e, até hoje é, surpreendente.
Enfim chegou a penúltima faixa: “O lobo mau da Ucrânia”, nossa, para quem já vestiu a carapuça, essa é demais. Um lobo cafajestaço que pega as menininhas pra fazer mingau, literalmente. “Meus olhos são bem grandes pra te secar. Minha boca é um bueiro que vai te sugar. E a minha narigona. Te cheira bonitona … Cheguei no Brasil. Na terra azul de anil. Back, back from Chernobyl. O lobo mau de Chernobyl… yeaaahhhhh”, diz a música.
Pra mim, Cazuza é fantástico. Muitos comparam Cazuza ao Renato Russo. Os dois são bons, mas, em minha opinião, o primeiro deixa o segundo num nível abaixo. Bom, sei que alguns dos meus colegas calouros de blog, mais precisamente, Júlio e Daniel, por serem fans incondicionais de Manfredini, devam discordar de mim. É isso, sintam-se a vontade para esculhambar.
Lucas
Peguei um disco do Cazuza. Escolhi o álbum “Só se for a 2”, de 1987. O motivo da escolha foi que, no momento, encontrava-me longe da minha namorada e decidi escutar uns rocks românticos, do tipo que só o Cazuza faz bem. As 11 faixas foram correndo, uma a uma, e, como fazia tempo que não ouvia esse disco, tinha me esquecido de seu real conteúdo.
O disco até que começa romântico, mas pouco a pouco, o lado cafajeste deste incrível compositor começa vir à tona. As músicas “Solidão, que nada” e “Completamente blue” evidenciam a falta de compromisso de Cazu com o tipo de relacionamento que estou acostumado a levar: casal que jura fidelidade, dá satisfações, almoça com a família do outro, essas coisas não tão foras do comum. Que ingênuo eu, devia ter percebido logo que, disco sobre amor do Cazuza é no mínimo controverso.
As palavras de amor eram seguidas daqueles berros doidos e daqueles “yeah”, marcas singulares dele. Então naquele momento percebi que o propósito do álbum, para mim, tinha mudado. Já não era para pensar na minha amada. Eu estava devorando o encarte com as letras e esperando as próximas faixas, desvendando a inteligência e a personalidade ímpar daquele cara. Pra mim ele é um intelectual sem querer ser. Ele cuspia seus sentimentos em forma de poesia e o resultado era, e, até hoje é, surpreendente.
Enfim chegou a penúltima faixa: “O lobo mau da Ucrânia”, nossa, para quem já vestiu a carapuça, essa é demais. Um lobo cafajestaço que pega as menininhas pra fazer mingau, literalmente. “Meus olhos são bem grandes pra te secar. Minha boca é um bueiro que vai te sugar. E a minha narigona. Te cheira bonitona … Cheguei no Brasil. Na terra azul de anil. Back, back from Chernobyl. O lobo mau de Chernobyl… yeaaahhhhh”, diz a música.
Pra mim, Cazuza é fantástico. Muitos comparam Cazuza ao Renato Russo. Os dois são bons, mas, em minha opinião, o primeiro deixa o segundo num nível abaixo. Bom, sei que alguns dos meus colegas calouros de blog, mais precisamente, Júlio e Daniel, por serem fans incondicionais de Manfredini, devam discordar de mim. É isso, sintam-se a vontade para esculhambar.
Lucas
quinta-feira, 5 de julho de 2007

As universidades americanas sempre foram fonte de inspirção para a fabricação dos mais famosos lugares comuns vistos no cinema. Até Spielberg já se aventurou a fazer um filme sobre jovens dentro de uma faculdade. Mas a ficçao é apenas uma invençao da realidade, como se pode ver nesta comemoração de término de período letivo. Os alunos e alunas da universidade de Los Angeles, na California, saem às ruas do Campus universitario a cada tres meses vestidos apenas com suas roupas íntimas. Nem uma peça é mantida, nem se for minisaia. O objetivo da festividade, segundo eles, é relaxar depois de uma dura jornada de provas. Mesmo em pleno inverno californiano - apos os exames do segundo semestre de 2005 - onde a noite pode chegar a temperaturas perto de zero, os inveterados permanecem unidos e animados. Mais do que as inveteradas.
Joao
Psicologia
Certo dia eu estava discutindo sobre psicologia com um senhor. No alto de seus 60 anos ele dizia que de nada servia a psicologia nem os psicólogos. Que para resolver angústias internas basta tomar um porre e desabafar com um amigo. Feito isso, suas frustrações iam embora sem deixar rastro. Eu discordo completamente. Não dá para desprezar a ciência. Pessoas dedicam cinco anos de estudo para compreender a mente e o comportamento humano. O homem não é tão auto-suficiente assim.
Existem problemas que, de tão embaraçosos que são, não são contados para ninguém, nem mesmo para aquele seu amigo fiel. Creio que o psicólogo não resolva problemas, mas ele mostra os caminhos, indica as trilhas para encararmos o que nos atordoa. O psicólogo é um andarilho solitário que vaga pelo deserto sinuoso e obscuro que é o cérebro humano.
Um velho calejado que anda apoiado num cajado, e, munido de lupa de precisão, é capaz de investigar as cavernas mais profundas, as vielas mais estreitas, capaz de chafurdar o inconsciente e buscar pistas relevantes em lugares nunca dantes habitados. Nada fica para trás. Tudo é municiosamente estudado, como um restaurador de peças de arte. Ele é um ermitão da mente humana.
Acredito que a personalidade é uma casa que a pessoa constrói, sozinha, ao longo de toda sua vida. Nenhuma outra casa é construída por apenas uma pessoa, somente no cérebro isso ocorre. É devido a essa dificuldade que certas pessoas preferem construir casas de madeira e não de tijolo.
O psicólogo é uma espécie de mestre de obras que auxilia as pessoas a tocar essa obra tão penosa. Ele indica em qual cômodo está faltando chão, aonde precisa consertar o teto, quais portas devem ser abertas e quais janelas devem ser fechadas.
Tem coisas na vida que são exteriores a nós, nos pegam de surpresa e nos impedem de continuar a obra com serenidade. "Só o autoconhecimento expulsa os demônios das pessoas" (acho já li frase semelhante em algum muro da cidade). Bom, para quem acha que, pouco a pouco, está sendo dominado pela loucura ou que sua obra está preste a desmoronar. Por que não recorrer a ajuda dessa ciência tão fascinante? Conheço uns psicólogos bem baratinhos. E vocês, caros colegas calouros de blog, o que acham dessa ciência?
Lucas
Existem problemas que, de tão embaraçosos que são, não são contados para ninguém, nem mesmo para aquele seu amigo fiel. Creio que o psicólogo não resolva problemas, mas ele mostra os caminhos, indica as trilhas para encararmos o que nos atordoa. O psicólogo é um andarilho solitário que vaga pelo deserto sinuoso e obscuro que é o cérebro humano.
Um velho calejado que anda apoiado num cajado, e, munido de lupa de precisão, é capaz de investigar as cavernas mais profundas, as vielas mais estreitas, capaz de chafurdar o inconsciente e buscar pistas relevantes em lugares nunca dantes habitados. Nada fica para trás. Tudo é municiosamente estudado, como um restaurador de peças de arte. Ele é um ermitão da mente humana.
Acredito que a personalidade é uma casa que a pessoa constrói, sozinha, ao longo de toda sua vida. Nenhuma outra casa é construída por apenas uma pessoa, somente no cérebro isso ocorre. É devido a essa dificuldade que certas pessoas preferem construir casas de madeira e não de tijolo.
O psicólogo é uma espécie de mestre de obras que auxilia as pessoas a tocar essa obra tão penosa. Ele indica em qual cômodo está faltando chão, aonde precisa consertar o teto, quais portas devem ser abertas e quais janelas devem ser fechadas.
Tem coisas na vida que são exteriores a nós, nos pegam de surpresa e nos impedem de continuar a obra com serenidade. "Só o autoconhecimento expulsa os demônios das pessoas" (acho já li frase semelhante em algum muro da cidade). Bom, para quem acha que, pouco a pouco, está sendo dominado pela loucura ou que sua obra está preste a desmoronar. Por que não recorrer a ajuda dessa ciência tão fascinante? Conheço uns psicólogos bem baratinhos. E vocês, caros colegas calouros de blog, o que acham dessa ciência?
Lucas
quarta-feira, 4 de julho de 2007
O papel do PSOL
Motivo de chacota para muitos por suas idéias utópicas, o PSOL vem mostrando, ao menos, ser um reduto de decência no combalido Congresso Nacional. Foi o partido que pediu a quebra de decoro dos dois últimos parlamentares envolvidos em escândalos por lá: Renan Calheiros e Roriz.
Discordar da ideologia do partido (eu mesmo discordo) vá lá, agora não há como negar que os camaradas de Heloísa Helena, talvez pela própria inocência, vêm desempenhando papel importante no combate à corrupção. Com certeza, o fato de o PSOL não ter rabo preso, o que é difícil de encontrar no corporativismo que impera hoje em Brasília, contribui para tanto.
Na última segunda-feira, quando vinha para o trabalho, havia uma manifestação do partido, no Largo da Carioca, com Chico Alencar como porta-voz, coletando assinaturas para a cassação de Renan. Assinei. Não sei se irá adiantar nem o meu ato, nem o deles. Mas, de qualquer forma, o que pode parecer para alguns demagogia, para mim é motivo de esperança saber que há alguém fazendo alguma coisa contra o tragicômico cenário da política nacional atualmente. Ou, pelo menos, tentando.
Júlio
Discordar da ideologia do partido (eu mesmo discordo) vá lá, agora não há como negar que os camaradas de Heloísa Helena, talvez pela própria inocência, vêm desempenhando papel importante no combate à corrupção. Com certeza, o fato de o PSOL não ter rabo preso, o que é difícil de encontrar no corporativismo que impera hoje em Brasília, contribui para tanto.
Na última segunda-feira, quando vinha para o trabalho, havia uma manifestação do partido, no Largo da Carioca, com Chico Alencar como porta-voz, coletando assinaturas para a cassação de Renan. Assinei. Não sei se irá adiantar nem o meu ato, nem o deles. Mas, de qualquer forma, o que pode parecer para alguns demagogia, para mim é motivo de esperança saber que há alguém fazendo alguma coisa contra o tragicômico cenário da política nacional atualmente. Ou, pelo menos, tentando.
Júlio
Jogo de palavras
Caros amigos,
Sei que o poeta da galera é o Daniel, mas me aventurei nessa poesia (um joguinho de palavras apenas, bem longe das belas poesias do nosso Dan). Frases com palavras que começam com a mesma letra. De repente alguém pode encontrar algum sentido nelas, ou não. Ai vai!
Capivaras corruptas custeiam castores
Bois boiadas bandido boa-vida
Polícia prolifera perfunctório perfil
Favela fachada financia facada
Estapafúrdios estampidos estampam estado
Aviões acomodados arrematam acidentes
Salário safado sarrafo sedentário
Hipocrisia heterogênea hoje habitada
Tempo todo todos torrando
Congresso cobiçado corrompido castiçal
Governo Galdino ganha ginecologista
Juristas julgados jantam juntos
Oportunista ocasional origina ofício
Bairro brasão batuque Brasil
Samba serrado sertão Senegal
Louvado levado leva livros
Factual fomenta ficção Fim
Lucas
Sei que o poeta da galera é o Daniel, mas me aventurei nessa poesia (um joguinho de palavras apenas, bem longe das belas poesias do nosso Dan). Frases com palavras que começam com a mesma letra. De repente alguém pode encontrar algum sentido nelas, ou não. Ai vai!
Capivaras corruptas custeiam castores
Bois boiadas bandido boa-vida
Polícia prolifera perfunctório perfil
Favela fachada financia facada
Estapafúrdios estampidos estampam estado
Aviões acomodados arrematam acidentes
Salário safado sarrafo sedentário
Hipocrisia heterogênea hoje habitada
Tempo todo todos torrando
Congresso cobiçado corrompido castiçal
Governo Galdino ganha ginecologista
Juristas julgados jantam juntos
Oportunista ocasional origina ofício
Bairro brasão batuque Brasil
Samba serrado sertão Senegal
Louvado levado leva livros
Factual fomenta ficção Fim
Lucas
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